segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Informação
Este blogue é para quem goste de escrever poesia. Envia a tua. Se não for tua indica o autor.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Céu ?
Não venham dizer que o Céu é azul
e que tem estrelas
Se assim fosse andavam todos a olhar para ele
Acho que o Céu deve ser horrível
Prefiro o chão
A esse ao menos piso-o
Parem com essas ideias
De que o Céu é...
Basta!
Só vou olhar para o Céu
Quando não houver chão
Prefiro imaginar o Céu
Com Estrelas.
Carta
Querida mãe:
Continuo a atravessar o deserto.
Não seria assim tão mau se
Não tivesse esta sede terrível.
Preciso urgentemente de água.
Manda-me uma lágrima das tuas
( se é que ainda as tens)
ou manda-me uma luz, ou uma estrela ou um sinal...
estou completamente perdido
e também para que é que eu não quero estar?
Já nasci assim...
Perdido
E sem razão.
Completamente inútil
E perniciosamente vivo.
Olha Mãe:
Manda-me, antes, a morte!
Continuo a atravessar o deserto.
Não seria assim tão mau se
Não tivesse esta sede terrível.
Preciso urgentemente de água.
Manda-me uma lágrima das tuas
( se é que ainda as tens)
ou manda-me uma luz, ou uma estrela ou um sinal...
estou completamente perdido
e também para que é que eu não quero estar?
Já nasci assim...
Perdido
E sem razão.
Completamente inútil
E perniciosamente vivo.
Olha Mãe:
Manda-me, antes, a morte!
Regresso
Sabes mãe
quando eu era pequeno
nunca quis ser bombeiro
nem policia nem aquelas coisas que os miúdos
gostam de ser
sabes mãe
agora só sei o que não posso ser
nunca serei aquilo que os adultos
gostam de ser
deixa-me voltar para o teu regaço
sabes mãe
falhei
quando eu era pequeno
nunca quis ser bombeiro
nem policia nem aquelas coisas que os miúdos
gostam de ser
sabes mãe
agora só sei o que não posso ser
nunca serei aquilo que os adultos
gostam de ser
deixa-me voltar para o teu regaço
sabes mãe
falhei
Poema?
DUALIDADE
No escuro
te encontras-me
à luz
me perdeste-te
na penumbra
vos procuramo-nos
sem fim
desde o início
te amas-me
ou me amas-te?
Agora!
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Morre lentamente...
« (...) quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente...
Quem se transforma em escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
Não se arrisca a vestir uma nova cor,
Não conversa com que não conhece.
Morre lentamente...
Quem evita uma paixão,
Quem prefere o "preto no branco" e os "pingos nos is"
A um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços,
Coração aos tropeços,
Sentimentos.
Morre lentamente...
Quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho ou no amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente...
Quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
Não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
Do que o simples acto de respirar...
Estejamos vivos, então.»
(Pablo Neruda)
« (...) quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente...
Quem se transforma em escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
Não se arrisca a vestir uma nova cor,
Não conversa com que não conhece.
Morre lentamente...
Quem evita uma paixão,
Quem prefere o "preto no branco" e os "pingos nos is"
A um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços,
Coração aos tropeços,
Sentimentos.
Morre lentamente...
Quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho ou no amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente...
Quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
Não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
Do que o simples acto de respirar...
Estejamos vivos, então.»
(Pablo Neruda)
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
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